Governo gera mais de 300 mil postos de trabalho
Sábado, 27 Fevereiro 2010 15:52
Trezentos e trinta mil postos de trabalho foram criados pelo governo em 2009, com destaques para os sectores da agricultura, com a metade deste número, seguindo as Obras Públicas, o Comércio, o Turismo e os Transportes, ultrapassando, deste modo, os 320 mil empregos previstos.

A informação foi avançada quinta-feira pelo ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, Pitra Neto, durante a abertura do Conselho Consultivo Alargado deste órgão, que decorre na Escola Nacional de Administração (ENAD), em Luanda.


De acordo com o governante, este número é fruto de um trabalho de coordenação entre o pelouro que dirige e os Ministérios da Agricultura, da Industria, das Obras Públicas, das Pescas, da Geologia e Minas, da Industria, do Comércio e da Hotelaria e Turismo.

"Foi graças a um método de coordenação efectiva e periódica entre os principais departamentos ministeriais concernentes ao sector primário, secundário e terciário da economia angolana, que tornou possível, pela primeira vez, um retrato sobre os dados numéricos que têm haver com a geração de emprego em 2009", disse.

Pitra Neto lembrou que, deste número, alguns são postos de trabalhos sazonais, adiantando que o importante não é divulgar os números alcançados mais sim aprender os métodos utilizados para a criação de empregos, reter e aperfeiçoar para servir de guia.

Durante a sua intervenção, o dirigente exortou os directores provinciais, adstritos ao MAPESS, a melhorarem significativamente a capacidade de conhecimento, de recolha e tratamento dos dados numéricos sobre o mercado de trabalho, bem como toda a actividade do sector.


A nível da formação profissional, Pitra Neto considerou positivo construção dos 62 mil postos formativos, lamentando o facto de não se poder ainda acompanhar esta dinâmica a nível estatístico.


Por outro lado, o responsável disse ser necessário capacitar e reestruturar a Inspecção Geral do Trabalho, com o fim de pô-la a altura dos desafios da modernização e desenvolvimento da economia e das empresas.


"Hoje os desafios são diferentes, as exigências são muito maiores e a sociedade, bem como a economia não esperam a eficácia ou alguma lentidão das instituições", afirmou.


Participam do encontro os directores nacionais e provinciais do Instituto Nacional de Formação Provincial (INEFOP), da Segurança Social e convidados.

Angola Press
 

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